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Museu Casa do Sertão exibe o documentário Batuques da Fêra no dia 5 de agosto
O evento também contará com um pocket show de Daniel da Quixabeira e Ramiro Barbosa
30/07/2025 09h43
Por: Redação Fonte: Uefs
Foto: Divulgação

O documentário “Batuques da Fêra” é conduzido pelo mestre Bel da Bonita (in memorian),  fundador do grupo Africania. Em seu trajeto, Bel visita 4 mestres do Samba Rural de Feira de  Santana: Cláudio Costa (Angoleiros do Sertão); Chica do Pandeiro (Quixabeira da Matinha);  Guda Quixabeira (Quixabeira da Matinha) e; Luizinho dos 8 Baixos (Samba da Praça do  Tropeiro). 

O evento, também, inaugura a itinerância 2025 do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana - FLIFS. O objetivo é promover a FLIFS em diferentes lugares, permitindo que um público diversificado tenha acesso a diferentes linguagens e conteúdos, ao tempo que conecte instituições, artistas e agentes culturais.

Dirigido por Uyatã Rayra e Pedro Patrocínio, o filme aborda a diversidade do samba rural  de Feira de Santana, com 23 minutos de duração, e será lançado no dia 5 de agosto (terça-feira), a partir das  18h30, no Museu Casa do Sertão (UEFS). O evento também contará com um pocket show de  Daniel da Quixabeira e Ramiro Barbosa.

As prosas e batuques revelam uma cidade diversa, no que se refere à cultura do samba de  roda. Seus “encontramentos” possuem sotaques rítmicos raros; muitas vezes desconhecidos (ou negligenciados?) tanto pelo poder público, quanto pelos grandes veículos de comunicação. 

O Samba da Praça do Tropeiro, por exemplo, é protagonizado por uma Sanfona de 8 Baixos:  sua singularidade sonora, faz com que a “brincadeira” seja uma experiência única e especial;  difícil de ser vista em outros cantos. Os Angoleiros do Sertão, por sua vez, se distinguem pela  potência percussiva e instrumentos criados pelo Mestre Cláudio Costa, como o Tambor Grave  e o Xerém. Já a Quixabeira da Matinha, um dos grupos mais celebrados da cidade, impressiona  os ouvintes com seus emocionantes “Bois de Roça” (cantigas de trabalho). 

Segundo os diretores, a intenção do filme é difundir a cidade enquanto referência do samba  rural: “É preciso confrontar a ideia forjada de que “Feira não tem nada”. Por isso, queremos circular o filme em festivais de cinema, com o objetivo de despertar o interesse do público em  conhecer esse manancial de cultura que nós temos. Além disso, estamos firmando uma  parceria com o Museu Casa do Sertão, para que ocorram exibições semanais direcionadas para  estudantes de escolas públicas que visitam o espaço. A intenção é difundir nossas fortunas e  fortalecer o sentimento de pertencimento”.  

Sobre a Flifs

A 18ª edição do evento acontecerá entre os dias 23 a 28 de setembro de 2025, na Praça Padre Ovídio, com realização da Universidade Estadual de Feira de Santana, através da Pró-Reitoria de Extensão, Arquidiocese de Feira de Santana, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Educação – SEDUC FSA, Secretaria Estadual de Educação, através do Núcleo Territorial de Educação – NTE 19 e do Serviço Social do Comércio – SESC, organização da Casa Amarela - Assessoria e Produção, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB e do Instituto Federal da Bahia – IFBA (Campus Feira de Santana).

Programa Bahia Literária

Em 2025, o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana - FLIFS foi contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (nº 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através das Secretarias de Cultura e de Educação, por meio da Fundação Pedro Calmon. A iniciativa está inserida na modalidade de fomento à execução de ações culturais e se alinha às diretrizes do Decreto Federal nº 11.453/2023, da Política Estadual de Cultura (Lei nº 12.365/2011), do Plano Estadual de Cultura (Lei nº 13.193/2014) e do Plano Estadual de Educação da Bahia.