O serviço de estacionamento rotativo, conhecido como Zona Azul, em Feira de Santana, teve a concessão leiloada na terça-feira (4), na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, em São Paulo.
O Consórcio ZAD Feira de Santana venceu a disputa e será responsável por implantar, operar e administrar o sistema pelos próximos 20 anos. O grupo é formado pelas empresas Primeira Estacionamento Ltda., EYSA Estacionamento e Serviços Unipessoal Ltda. e MOB Parking Ltda.
O contrato ainda precisa cumprir as próximas etapas previstas no edital. Entre elas, a apresentação do projeto executivo pelo consórcio, que será analisado pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT). A expectativa da prefeitura é que a implantação do sistema comece ainda neste ano.
Segundo a Prefeitura Municipal, ao longo do período de concessão, estão previstos investimentos e custos operacionais de R$ 134,7 milhões.
O processo licitatório foi iniciado em 2024, passou por ajustes no edital determinados pela Justiça e foi retomado pela atual gestão.
Como vai funcionar a Zona Azul?
O novo sistema prevê cerca de 6,4 mil vagas de estacionamento rotativo em vias e espaços públicos, principalmente na região central de Feira de Santana.
O objetivo é aumentar a rotatividade das vagas, facilitando o acesso de motoristas a áreas de comércio e serviços e reduzindo o tempo de ocupação dos espaços públicos.
Segundo o edital, o funcionamento será:
O sistema não funcionará aos domingos e feriados, mas pode haver ajustes em situações específicas previstas pelo município.
O tempo máximo de permanência em uma mesma vaga será de duas horas. Após esse período, o veículo deverá ser retirado da vaga.
Quanto vai custar?
As tarifas previstas no edital são:
Também será permitido o pagamento proporcional ao tempo utilizado, com cobrança mínima correspondente a 30 minutos.
Entre as diretrizes previstas estão:
Fiscalização será digital
O sistema será operado de forma digital. O tempo de estacionamento ficará vinculado à placa do veículo, dispensando, na maioria dos casos, a utilização de tíquetes ou comprovantes em papel.
A fiscalização poderá ser feita por meio de leitura automática de placas e dispositivos eletrônicos utilizados pelos agentes responsáveis pelo monitoramento das vagas.