Passo a passo, como devem ser as coisas pensadas e organizadas, o Museu a Céu Aberto Sales Barbosa (MASB) continua com o projeto de revestir com mosaicos coloridos, contendo frases extraídas de poemas do poeta feirense, os bancos do Calçadão Sales Barbosa - já conhecido pelo nome do homenageado.

Idealizado pela professora escritora e poetisa feirense Cintia Portugal, admiradora do poeta, o trabalho iniciado há um ano prosseguiu no dia 25 deste mês chegando a metade dos 20 bancos existentes, no sentido da Igreja dos Remédios.
O banco de numero 10 foi produzido pela artista plástica Maria das Graças com o natural apoio de integrantes da Oficina de Mosaico do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) Edimezia, Elizabete Barbosa, Conceição Lima, Edinilsa Alexandre, Lucélia Santos, Gabriele Alexandre e Badega (Marcos Oliveira) que coordena os trabalhos. Responsável pelo revestimento do décimo banco, a artista plástica Maria das Graças disse que demorou cerca de 60 dias na elaboração do projeto até a sua consecução na última quarta-feira (dia 25).
“Fui elaborando o trabalho aproveitando as horas vagas. Se fosse um trabalho contínuo naturalmente demoraria menos”, explicou. A professora Gabriele Alexandre atesta que o trabalho é demorado devido as etapas que são cumpridas a partir da escolha do tema - de acordo com a ideia central que é homenagear Sales Barbosa. Depois é feito o desenho e projetado no mosaico, colocado sobre uma tela. A etapa final consiste na fixação da tela no banco, mediante o uso de argamassa.

O revestimento dos bancos é realizado pelos integrantes da Oficina de Mosaico do CUCA e por eles mesmos custeado. Cada banco custa em média R$ 300. "Esse valor é oque se gasta com o material utilizado já que a mão de obra é nossa. Se fossemos pagar a mão de obra, que é a parte mais cara, seria uns R$ 600 ou mais”, relata Gabriele Alexandre acrescentando que a dificuldade é encontrar mosaico apropriado no comércio local.
A arte empregada pelo grupo é denominada técnica indireta e a inscrição do texto no mosaico é a parte mais trabalhosa por exigir mais tempo, concentração e a utilização de instrumentos para a gravação das letras em recorte, inclusive esmeril. "É a arte da paciência", observa a professora Gabriele Alexandre acompanhada pela mãe Edinilza Alexandre, que já deu forte contribuição com o revestimento de um banco.
Feliz, ela diz é muito agradável participar das ações em prol do Museu à Céu Aberto Sales Barbosa. A programação desenvolvida no dia 25 teve a participação do músico David Cesar, de 15 anos, executando ao saxofone uma seleção de mésicas internacionais e nacionais em especial, alguns chorinhos.
Interessante é que embora falecido no século XIX, o poeta feirense Francisco Sales Barbosa, que se destacou na luta pela abolição da escravatura, esteve presente observando a preparação de mais um banco na sua praça. A jovem atriz feirense Daiane Cruz, do Grupo de Teatro do Cuca, de terno e gravata, cabeleira negra e um bigode fino, chamou atenção circulando na praça no papel de Sales Barbosa. A poetisa Cintia Portugal idealizadora do Museu e do projeto espera sequenciar os trabalhos na primeira quinzena de outubro.
Reportagem: SECOM - Prefeitura de Feira de Santana
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