Apesar do crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a Bahia enfrenta desafios críticos no ensino médio. O estado alcançou 3,7 em 2023, ficando na 21ª posição entre as 27 unidades federativas do Brasil. Isso reflete uma melhoria tímida e um desempenho preocupante, considerando que a meta nacional é de 5,2. Nenhum estado atingiu essa meta, mas o Paraná (4,9), Goiás (4,8) e Espírito Santo (4,8) chegaram perto.
A persistente baixa pontuação da Bahia mostra que, apesar das tentativas de investimento em infraestrutura, tecnologia e programas de apoio ao estudante, como o Bolsa Presença, o estado ainda enfrenta dificuldades para competir com regiões que têm conseguido superar obstáculos similares. O foco na assistência estudantil e busca ativa de alunos que abandonaram a escola têm seu valor, mas é preciso reconhecer que o avanço real depende de uma abordagem educacional mais profunda, que vá além de intervenções superficiais ou de curto prazo.
Comparando com outros estados, como Ceará e Pernambuco, que também têm contextos sociais e econômicos desafiadores, a Bahia continua longe de alcançar resultados significativos no ensino médio. O Ceará, por exemplo, é conhecido por uma política educacional sólida desde os anos iniciais, o que tem produzido resultados consistentes. Pernambuco também superou a média baiana, demonstrando que a melhoria é possível quando há foco em estratégias pedagógicas e valorização do magistério.
A nota de 3,7, num contexto onde o Ideb máximo é 10, evidencia que a educação pública do ensino médio na Bahia precisa de reformas mais estruturais e assertivas para sair dessa posição desfavorável. Enquanto o avanço é um sinal positivo, ele não deve mascarar a realidade: a Bahia precisa de políticas mais robustas, investimentos contínuos em formação de professores, gestão escolar eficiente e uma busca constante pela equidade e excelência na educação, a fim de garantir que seus estudantes estejam em igualdade de condições com outros estados e preparados para o futuro.
O caminho é longo e exige ação urgente para garantir que o estado deixe de ocupar posições inferiores no ranking do Ideb e se aproxime da meta nacional, oferecendo aos jovens baianos uma educação de qualidade que seja capaz de romper com o ciclo de desigualdade e melhorar as oportunidades de vida para todos.
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