A presença feminina no mercado imobiliário brasileiro vem crescendo de forma significativa nos últimos anos - e em Feira de Santana essa realidade também já pode ser percebida. Cada vez mais mulheres assumem protagonismo nas negociações, no atendimento aos clientes e na condução de processos de compra, venda e locação de imóveis.
No país, as mulheres já representam cerca de 40% a 41% dos corretores de imóveis, segundo levantamento do sistema Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e dos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (CRECI). O crescimento é expressivo: na última década, a presença feminina na profissão aumentou 144%.
Em Feira de Santana, um dos principais polos econômicos do interior da Bahia e com mercado imobiliário em expansão, corretoras têm ocupado cada vez mais espaço nas imobiliárias e no atendimento direto aos clientes, contribuindo para uma atuação mais consultiva e personalizada.
Responsável técnica da Primeira Casa Imobiliária, a corretora Lorena Fonseca avalia que o avanço feminino tem ajudado a transformar a forma como as negociações são conduzidas.

“A presença feminina no mercado imobiliário tem contribuído para negociações mais empáticas e focadas nas necessidades do cliente. Muitas profissionais se destacam pela comunicação clara, atenção aos detalhes e abordagem mais consultiva, buscando entender o perfil e o estilo de vida do comprador antes de apresentar o imóvel. Isso torna o atendimento mais personalizado e fortalece a relação de confiança durante o processo de compra ou locação”, destaca.
MERCADO EM CONSOLIDAÇÃO
Os dados nacionais indicam que a presença feminina ainda está em processo de consolidação profissional. De acordo com a Pesquisa Perfil dos Corretores 2024, cerca de 49,3% das corretoras possuem entre 1 e 15 anos de experiência, enquanto 19% já atuam no setor há mais de 15 anos.
O perfil predominante dessas profissionais é de mulheres com média de 51 anos, muitas delas em busca de estabilidade financeira e maior autonomia profissional, de acordo com a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI).
SENSIBILIDADE COMO DIFERENCIAL
Em Feira de Santana, muitas profissionais relatam que a sensibilidade e a capacidade de entender o cliente têm se tornado diferenciais importantes na profissão. A corretora Mylena Almeida, uma das vencedoras do prêmio Melhores do Ano Estação 1, afirma que a experiência no setor mostrou que o sucesso nas negociações vai muito além da simples apresentação de imóveis.

“A minha trajetória foi muito menos sobre ‘provar que a mulher pode’ e muito mais sobre desenvolver uma leitura mais sensível das pessoas. A negociação não acontece por meio de força bruta ou de qualquer jeito, é muito mais sobre percepção. É saber ouvir o que o cliente não disse, perceber a insegurança antes mesmo de a pergunta surgir. E isso é uma habilidade que muitas mulheres carregam naturalmente”, explica.
Para a corretora Juciene Teófilo, da modalidade House da Estação 1, a presença feminina no mercado imobiliário também está ligada à busca por autonomia e pela possibilidade de conciliar diferentes responsabilidades do dia a dia. Segundo ela, muitas mulheres encontram na profissão uma oportunidade de alcançar independência financeira sem abrir mão da rotina familiar.

“A mulher do mercado imobiliário de hoje busca liberdade financeira e flexibilidade no horário. Além do trabalho, muitas vezes precisamos dar conta da casa e dos filhos. Acredito que essa experiência também nos ajuda na forma de tratar cada cliente, porque conseguimos entender melhor as necessidades de cada pessoa. O principal de tudo é trabalhar com amor, pois somos responsáveis por realizar o sonho de todo brasileiro, que é a casa própria”, destaca.
NOVO PERFIL DE MERCADO
Outro aspecto que tem impulsionado a presença feminina é o uso das redes sociais como ferramenta de trabalho. Segundo o levantamento do sistema COFECI-CRECI, 42,5% das corretoras utilizam o Instagram como principal canal de divulgação e relacionamento com clientes.
Para a corretora Mylena Almeida, essa mudança acompanha a evolução do próprio perfil dos compradores. “Hoje vejo um espaço enorme para mulheres nesse setor. Esse mesmo mercado está mudando. O cliente já não quer alguém que apenas mostre imóveis, e sim alguém que traduza decisões difíceis em segurança. E isso exige sensibilidade, estratégia, inteligência emocional e capacidade de construir confiança. Tudo o que define uma boa corretora”, afirma.
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